Texto que escrevi, que me deu a idéia de criar um blog. Eu tô vivo, o blog tá vivo, espero que você esteja.
Vamos a ele:
Ia chover. Eu sabia. O céu tava vermelho. Começou a ventar. Tava escrito no nick de alguém no msn : “Manhê, o céu vai cair!”. Fui almoçar. Almoço em família sabe? Éramos eu, mamãe, meu irmão e mais três senhoras daqui perto que vieram comer aqui. Vento. Muito vento. E eu lá na cozinha comendo. O vento parecia diferente hoje. Parecia gelado, refrescante e úmido. Se eu pudesse beber o vento tenho certeza que nunca mais quereria beber nada mais. Começou a pingar, fui fechar a janela da sala. Sai pro quintal e fiquei lá debaixo do céu vermelho que pingava água. Os pingos geladinhos em contato com o meu corpo, o vento lá ventando, e eu parado. Eu tava VIVO! Foi esse sentimento que me deu. Uma vivência diferente das outras. Era uma vivência úmida. Entrei e continuei a comer. Eu queria voltar pra debaixo do meu cobertor vemelho que pingava. Mas não era lá coisa de se fazer né? Deixar todo mundo na mesa e ir ficar debaixo da chuva. Então lembrei que não tinha fechado a janela da sala e fui fechar.
Chegando lá coloquei a cabeça pra fora da janela. Agora não eram mais só pinguinhos do céu, agora era uma chuva mesmo. E eu lá com a cabeça pra fora da janela, sem me molhar, porque chovia com um ângulo que não me molhava. Foi mais impressionante que antes. Agora eu era a chuva! Era eu quem tava chovendo ali. Era eu. Eu tava lá no meio da chuva, sentindo tudo aquilo mais forte. Mais úmido. Mais refrescante. Mais tudo. E não me molhava! Foi tão mágico mágico. Fiquei perdido nesse estado de transe até meu irmão me acordar com um chute
Vamos a ele:
Tô vivo!
Ia chover. Eu sabia. O céu tava vermelho. Começou a ventar. Tava escrito no nick de alguém no msn : “Manhê, o céu vai cair!”. Fui almoçar. Almoço em família sabe? Éramos eu, mamãe, meu irmão e mais três senhoras daqui perto que vieram comer aqui. Vento. Muito vento. E eu lá na cozinha comendo. O vento parecia diferente hoje. Parecia gelado, refrescante e úmido. Se eu pudesse beber o vento tenho certeza que nunca mais quereria beber nada mais. Começou a pingar, fui fechar a janela da sala. Sai pro quintal e fiquei lá debaixo do céu vermelho que pingava água. Os pingos geladinhos em contato com o meu corpo, o vento lá ventando, e eu parado. Eu tava VIVO! Foi esse sentimento que me deu. Uma vivência diferente das outras. Era uma vivência úmida. Entrei e continuei a comer. Eu queria voltar pra debaixo do meu cobertor vemelho que pingava. Mas não era lá coisa de se fazer né? Deixar todo mundo na mesa e ir ficar debaixo da chuva. Então lembrei que não tinha fechado a janela da sala e fui fechar.
Chegando lá coloquei a cabeça pra fora da janela. Agora não eram mais só pinguinhos do céu, agora era uma chuva mesmo. E eu lá com a cabeça pra fora da janela, sem me molhar, porque chovia com um ângulo que não me molhava. Foi mais impressionante que antes. Agora eu era a chuva! Era eu quem tava chovendo ali. Era eu. Eu tava lá no meio da chuva, sentindo tudo aquilo mais forte. Mais úmido. Mais refrescante. Mais tudo. E não me molhava! Foi tão mágico mágico. Fiquei perdido nesse estado de transe até meu irmão me acordar com um chute
Foi você que escreveu? Gostei demais. Se desse para fazer como quando escrevo e leio em papéis, passaria batom VERMELHO na boca e encheria essa postagem de chuvinhas de beijinhos vermelhos.
ResponderExcluir=)
Eu escrevi sim. A idéia é postar coisas que eu escrevo mesmo.
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